Irã restaura em tempo recorde ferrovias destruídas pelos EUA e Israel

Engenheiros, trabalhadores e especialistas iranianos conseguem fazer proezas contra a sabotagem do imperialismo e do sionismo (HispanTV)

Com redobrado esforço, iranianos repararam os danos causados pelos criminosos ataques aéreos aos serviços ferroviários na província do Azerbaijão Oriental

Tanto a estratégica linha férrea Tabriz-Teerã quanto a Tabriz-Mashhad foram totalmente reparadas e estão prontas para retomar as operações a partir desta segunda-feira (13), informou Alireza Soleimani, diretor-geral de ferrovias da província do Azerbaijão Oriental, no noroeste do país.

Após uma suspensão de quatro a cinco dias, Soleimani ressaltou que o redobrado esforço empreendido pelos trabalhadores iranianos têm um trem na rota Teerã-Tabriz-Van partindo durante a noite para a Turquia nos trilhos agora reparados.

A linha ferroviária Miane-Tabriz (estação Javaran), que opera com um trem de fabricação nacional com capacidade para 320 passageiros também foi concluída e começou a operar já no domingo (12), acrescentou.

Segundo Soleimani, a rodovia Tabriz-Miane-Teerã apresentava inúmeras dificuldades para o tráfego, portanto, a abertura desta linha ferroviária ajudou a atender parcialmente a demanda de transporte.

Além disso, a ponte ferroviária de Amin Abad, danificada durante um ataque conjunto dos EUA e de Israel em 7 de abril, também está sendo reparada e estará operacional em poucos dias.

A interrupção dos serviços ferroviários no Irã ocorreu após Trump ameaçar atacar a infraestrutura de transporte, incluindo pontes e redes ferroviárias, como parte do que Soleimani considerou um “ato ilegal de agressão” por prejudicar essencialmente a população civil.

Essa sequência de ataques criminosos contra estradas e pontes importantes forçaram a suspensão dos serviços ferroviários em várias partes do país, interrompendo a mobilidade e a logística da população até que os reparos fossem concluídos.

A agressão conjunta do imperialismo e do sionismo contra a República do Irã começou em 28 de fevereiro com ataques aéreos que assassinaram altos funcionários e comandantes iranianos, incluindo o líder da Revolução Islâmica, o Aiatolá Seyyed Ali Khamenei.

Em resposta, as forças armadas iranianas lançaram ataques quase diários com mísseis e drones contra alvos em territórios ocupados por Israel, bem como contra bases e instalações militares estadunidenses em toda a região.

Em 8 de abril, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciou um acordo mediado pelo Paquistão para um cessar-fogo temporário, após os Estados Unidos aceitarem uma proposta iraniana de dez pontos. A primeira rodada de negociações terminou sem um acordo.

PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

Na sequência da ameaça do regime sionista de atacar a ferrovia iraniana – inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO – o ministro do Patrimônio Cultural, Turismo e Artesanato do Irã, Seyed Reza Salehi Amiri, descreveu os riscos da ação e solicitou a posição clara, imediata e dissuasora por parte desta organização internacional.

“A Ferrovia Transiraniana é um dos exemplos mais notáveis ​​da arquitetura e engenharia contemporâneas do país, construída ao longo de anos com a participação de engenheiros, artistas, trabalhadores e especialistas iranianos e europeus, e posteriormente desenvolvida com base no conhecimento local”, destacou o ministro iraniano.

“Esse patrimônio histórico e civilizacional não só constitui um dos símbolos mais importantes da conexão geográfica, cultural e econômica do Irã contemporâneo, como também é reconhecido como parte do patrimônio comum da humanidade”, enfatizou o ministro iraniano.

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