Em aberta sabotagem ao recém assinado acordo EUA-Irã, os invasores israelenses desencadearam no sul do Líbano nesta sexta-feira (19) mais de 100 ataques aéreos, barragens de artilharia e drones, contra dezenas de cidades e aldeias, assassinando 47 civis e ferindo mais 97.
O governo do Irã reagiu, suspendendo a ida a Genebra da delegação que participaria da primeira rodada das negociações de 60 dias para um acordo final. Somente depois que o governo do Irã estiver seguro que Israel cessou de atacar o Líbano e que os americanos cumprem com suas obrigações, as negociações serão retomadas, anunciou Teerã.
O Ministério da Saúde do Líbano comunicou que os ataques israelenses dificultam esforços de resgate e impedem a evacuação de civis nas áreas afetadas.
Residentes da região de Nabatieh e seu entorno, por volta da madrugada, sofreram com os bombardeios mais pesados desde que Israel começou a ocupar o sul do Líbano. Além de Nabatieh, as cidades de Kfar Remmen, Zebdine, Nabatieh al-Fawqa, Habboush, Sajd e Jabal al-Rihan também foram alvos da artilharia e bombardeios israelenses.
Os ataques são uma clara provocação por parte de Israel. Uma das principais exigências dos iranianos, consagrada nos 14 pontos do acordo inicial, éo fim permanente dos combates no Líbano e a retirada das forças israelenses do território libanês.
A ditadura israelense diz que não retira suas tropas do sul do Líbano, que a ocupação e o conflito com o Hezbollah devem ser considerado separados da guerra contra os iranianos, embora o mundo inteiro saiba que EUA e Israel que começaram a guerra não provocada, com seu ataque traiçoeiro e conjunto de 28 de fevereiro contra o Irã.











