Em nota, o senador alega que dinheiro achado pela PF em seus endereços é de diárias pagas pelo Senado para missões no exterior
O senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que o dinheiro encontrado pela Polícia Federal em seu endereço era de diárias pagas pelo Senado para missões no exterior e de operações de câmbio feitas por ele no banco.
A PF realizou, na quinta-feira (18), operações de busca e apreensão em endereços de Jaques Wagner para apurar um possível envolvimento do senador nos crimes do Banco Master.
Em um hotel em Brasília reservado por Wagner, os investigadores encontraram US$ 49 mil em espécie. Já em um apartamento em Salvador, foram encontrados US$ 6 mil e 33 mil euros. Ao todo, o dinheiro equivale a R$ 476 mil.
“Eu recebi de diárias aproximadamente US$ 70 mil e, outras vezes, que fui viajar, eu comprei, via Banco do Brasil, onde tenho conta, dólares ou euros para fazer as viagens”, explicou o senador.
“Então, não tenho nenhuma coisa a esconder”, completou.
Jaques Wagner negou ter atuado “em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira”.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, publicou uma nota dizendo que confia em Jaques Wagner e que o partido apoia “todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade, os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados”.
“O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade, os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados. Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que o Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência”, apontou.
Leia a nota de Wagner na íntegra:
“O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.
Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.
Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá”.











