O governo de São Paulo confirmou, nesta quinta-feira (14), a morte da segunda vítima da explosão no Jaguaré, zona oeste da cidade. O homem, identificado como Francisco Albino da Silva, foi internado em estado grave no Hospital Regional de Osasco após o incidente na segunda-feira (11), mas não resistiu aos ferimentos.
Além de Francisco, o vigilante Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, foi atingido pelos escombros e não resistiu. As informações eram que o homem estava dormindo no momento do incidente. Outras duas pessoas ficaram feridas.
O funcionário da Sabesp Fernando Silva da Cunha, de 33 anos, passou por uma cirurgia no crânio e segue internado no Hospital das Clínicas. O quadro é estável.
Osmar Braz Henrique, de 56 anos, foi socorrido no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) e, segundo a última atualização de familiares,
aguarda um colete cervical para receber alta. Após a explosão, Osmar foi arremessado pela janela e fraturou duas vértebras.
A explosão aconteceu na Rua Floresto Bandecchi, próximo à Rua Dr. Benedito de Moraes. Inicialmente, o Corpo de Bombeiros informou que dez casas tinham sido atingidas, algumas com colapso estrutural, além de um condomínio vizinho.
O número de imóveis interditados após a explosão subiu de 20 para 27 por conta de danos ou rachaduras que apareceram depois, segundo a Defesa Civil Estadual.
Desses, 22 precisarão passar por reformas estruturais – inicialmente, eram 15. A quantidade dos imóveis que estão condenados e terão de ser demolidos permanece em cinco. No entanto, esses números poderão subir ainda mais após nova vistoria técnica prevista para esta quinta.
Outros 86 já foram liberados para as famílias retornarem. Quem teve de ir para hotéis relata o medo de voltar para casa e a mudança na rotina da família.
As que estão interditadas de forma cautelar devem passar por reformas imediatas e as interditadas definitivamente terão que ser reconstruídas. Ainda segundo a Defesa, as famílias vão decidir a forma de ressarcimento, seja reconstrução ou realocação, e equipes da Sabesp e Comgás, empresas responsáveis pelo acidente, já iniciaram a reforma das unidades atingidas no bairro.
A Sabesp e a Comgás haviam anunciado logo após a ocorrência um valor emergencial para as vítimas de 2 mil reais. Porém, na terça-feira (13), a companhia de saneamento voltou atrás e definiu um aumento do recurso para 5 mil reais. Ainda, a CDHU vai ofertar em torno de 40 casas disponíveis para moradia temporária, além de locação social ou carta de crédito.
A Polícia Civil instaurou o inquérito, por meio da 3ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (3ª Cerco). Foram solicitadas perícias que estão sendo realizadas pelo Instituto de Criminalística.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, também foi realizado levantamento técnico, com mapeamento por drone e scanner 3D.
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) também apura o caso. Ela oficializou as concessionárias Sabesp e Comgás para a apresentação dos primeiros esclarecimentos. As empresas deverão encaminhar as informações solicitadas pela Arsesp até sexta-feira (15).
Na terça, a deputada federal Erika Hilton e a vereadora Amanda Paschoal, ambas do PSOL-SP, acionaram o Ministério Público e a Defensoria Pública de São Paulo para cobrar a responsabilização das empresas e indenizações. As parlamentares também aprovaram a convocação do presidente da Sabesp, Carlos Piani, na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, bem como na Câmara Municipal, propondo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).











