Como diz Lula, o país é muito grande e jamais será quintal de ninguém. A escolha de outubro será entre o futuro de esperança por um lado e o terror, a humilhação e a barbárie de outro
O Brasil vive uma situação aguda, onde está sendo chamado a superar as amarras neoliberais impostas à sua economia desde a década de 90 e, com isso, abrir espaço para um grande desenvolvimento econômico e social, ou se submeter ao projeto bolsonarista do ‘Brasil colônia’, insuflado pelo imperialismo estadunidense, e terminar sucumbindo na estagnação da economia e no retrocesso social.
O presidente Lula, que dirige o país e lidera as pesquisas eleitorais, representa o primeiro caminho, o caminho na direção da redenção nacional, do progresso e do enterro definitivo das normas impostas ao país pelo parasitismo de Wall Street. O presidente da República já tem dado mostras de que quer mudar e que não vê na manutenção do neoliberalismo o caminho que o Brasil deva seguir.
Esse intento de Lula ficou bastante claro em sua intervenção recente no Fórum de Mobilização Progressista em Barcelona, na Espanha, destacada aqui no HP em artigo publicado pelo economista Paulo Kliass.
Neste discurso Lula foi bastante explícito a respeito de equívocos ao se manter intocáveis alguns tópicos das políticas neoliberais, que estrangulam os investimentos públicos. Segue um trecho de sua fala:
(…) “Mas o progressismo não conseguiu superar o pensamento econômico dominante. O projeto neoliberal prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança. Provocou crise atrás de crise. Ainda assim, nós sucumbimos à ortodoxia. Temos sido os gerentes das mazelas do neoliberalismo. Governos de esquerda ganham as eleições com discurso de esquerda e praticam a austeridade. Abrem mão de políticas públicas em nome da governabilidade. Nós nos tornamos o sistema. Por isso não surpreende agora que o outro lado se apresente como antissistema. O primeiro mandamento para os progressistas tem que ser a coerência. Não podemos nos eleger com um programa e implementar outro. Não podemos trair a confiança do povo.” (…)
Lula tem toda razão. As mudanças são possíveis e urgentes. A crise do sistema imperialista está se agravando e é preciso que as ideias defendidas por ele sejam transformadas em ações concretas. Há uma nítida mudança de hegemonia em curso no planeta. Os EUA já não conseguem mais impor seu hegemonismo ao resto do mundo. Esta situação, em que pese acirrar as contradições e a ganância do império com a periferia explorada por ele, abre possibilidades gigantescas para países como o Brasil se livrarem de suas garras.
O Brasil desenvolveu suas forças produtivas e foi um dos poucos países que cresceu a uma média de 6,7% ao ano – o que mais cresceu no mundo – entre 1930 e 1980. Apesar dos retrocessos do período neoliberal, o Brasil garantiu as bases materiais de sua modernização e possui um potencial muito grande de retomar o crescimento. O país ocupa um lugar destacado no mundo. Neste momento em que muitos abandonam as diretivas do Consenso de Washington, o Brasil deve e pode seguir também nesta mesma direção.
A crise do império abre muitas oportunidades ao país. Quando aqueles que dominam estão em crise, é hora dos que são dominados aproveitarem para romper as correntes. O Brasil tem potencial e uma boa chance para fazer isso. Este enorme potencial para crescer é baseado em seus imensos recursos naturais, na diversidade de sua gente e na extrema capacidade e criatividade dos trabalhadores brasileiros.
Por outro lado, os bolsonaristas, além de serem oriundos do submundo do fascismo, da criminalidade e da corrupção, pretendem arrastar o Brasil para ser um mero quintal dos Estados Unidos.
Eles são serviçais e bajuladores de Trump. Só pensam em superexplorar os trabalhadores e destruir direitos e a aposentadoria dos brasileiros. Fazem isso única e exclusivamente para agradar os banqueiros. Não foi por acaso que Flávio Bolsonaro foi flagrado pedindo dinheiro ao banqueiro ladrão, Daniel Vorcaro, e prometendo a ele apoio total aos seus “negócios” (leia-se crimes).
A ideia de colocar o Brasil na cauda do barco furado dos Estados Unidos é um verdadeiro desastre para o país. O Brasil é muito grande e não aceita ser quintal de ninguém. E quem disse isso ao próprio Trump foi o presidente Lula em sua recente participação na reunião do G7, na França.
O candidato do fascismo, por outro lado, foi aos EUA, para reunião com a extrema-direita, e ofereceu a Trump todas as terras raras brasileiras. Ele anunciou também que pode abrir mão do PIX – sistema de pagamento brasileiro – ao governo americano. Trump é contra o PIX porque ele é de graça para os brasileiros e isso atrapalha os superlucros das empresas americanas Visa e Mastercard. Flávio prometeu também esquartejar a Petrobrás e vendê-la aos pedaços.
Ou seja, o bolsonarismo representa o que há de pior e mais rasteiro na política brasileira. Este mesmo Flávio Bolsonaro, que bajula Trump e promete servi-lo, tem ligações profundas com milícias e grupos de extermínio no país. Homenageou Adriano da Nóbrega, um assassino profissional e chefe de milícia. Contratou mãe e mulher do miliciano em seu gabinete. Mais grave ainda, recentemente foram reveladas ligações dele com facções criminosas, principalmente com o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.
Flávio nomeou pessoas para o governo do Rio, na gestão Cláudio Castro, que estão presas por atuarem para o CV. São eles o ex-secretário Estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, o ex-secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca e o deputado Rodrigo Bacellar, ex-presidente do Legislativo do Rio e candidato favorito de Flávio a governador. Todos são aliados e amigos de Flávio. Todos são criminosos e estão presos.
Em suma, Lula representa a esperança de mudanças para o povo brasileiro, representa a retomada dos caminhos para o progresso econômico do país e a melhoria da vida das pessoas. Já o bolsonarismo significa afundar o país na lama da corrupção, do golpismo, da criminalidade e da subserviência canina ao império decadente dos Estados Unidos. É uma clara disputa entre o futuro de progresso, de paz e felicidade, por um lado, e a barbárie, a deterioração social e o terror do outro. Vamos à luta!
SÉRGIO CRUZ











