O presidente nacional do PSB, João Campos, afirmou que o partido deve fechar questão no Congresso Nacional em defesa do fim da escala de trabalho 6×1. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Asas FM, em Lajedo, no Agreste Meridional de Pernambuco, onde o pré-candidato ao Governo do Estado disse que a legenda pretende atuar em favor dos trabalhadores e da convivência familiar.
“O nosso partido fechou questão para ser contra a escala 6 por 1 e ajudar a defender o trabalhador e a trabalhadora, para que possa ter o direito de ficar com a sua família, ficar com o seu filho e poder cuidar daquilo que lhe interessa”, declarou.
Segundo João Campos, a proposta defendida pelo PSB também deverá prever medidas compensatórias voltadas a pequenos empreendedores e microempresas, levando em consideração os impactos econômicos da mudança. De acordo com ele, o debate precisa garantir equilíbrio entre direitos trabalhistas e sustentabilidade financeira dos pequenos negócios.
“É a posição que eu tenho como cidadão, que eu tenho como presidente do partido. Nossa história é uma história de Arraes, de Eduardo e de homens e mulheres que lutaram sempre em favor dos trabalhadores”, afirmou.
Durante a agenda em Lajedo, realizada nas comemorações pelos 77 anos de emancipação política do município, João Campos também fez promessas para áreas como infraestrutura, saúde, segurança pública e abastecimento de água. O evento contou com a presença do prefeito da cidade, Erivaldo Chagas.
Ao lembrar que Eduardo Campos esteve na mesma emissora há 17 anos debatendo a duplicação da BR-423, João assumiu compromisso de concluir a obra até Garanhuns.
“Eu quero ter a oportunidade de governar o Estado de Pernambuco para fazer a duplicação até Garanhuns. E tem um compromisso: eu governador do estado, se o Governo Federal não fizer de Lajedo a Garanhuns, eu faço como governador”, afirmou.
O dirigente socialista elevou o tom das críticas à gestão da governadora Raquel Lyra, especialmente na área da educação infantil. Segundo ele, enquanto a Prefeitura do Recife entregou 107 creches em cinco anos, o governo estadual teria inaugurado apenas três unidades em três anos.
“Prometeram 250 creches e entregaram três. Nesse ritmo, vai demorar 250 anos, um quarto de milênio, para terminar”, disparou.
João também defendeu os governos anteriores do PSB em Pernambuco e afirmou que diversos equipamentos públicos não existiriam sem as administrações socialistas.
“Se não fosse o PSB, Eduardo Campos, sabe quantas UPAs existiriam em Pernambuco? Nenhuma, porque o governo atual não fez nenhuma. Sabe quantas escolas técnicas existiriam no interior do estado? Sabe quantas escolas novas existiriam em todo estado de Pernambuco? Três, porque só inauguraram três escolas, três escolas. É preciso relembrar”.
Na saúde, o pré-candidato criticou a situação do Hospital da Restauração e acusou o governo estadual de promover apenas intervenções superficiais na unidade.
“O estado ajeitou dois andares, deixou oito completamente largados e pintaram a fachada para contar uma história de que reformaram o hospital inteiro”, declarou, ao mencionar o recente desabamento de parte do teto do hospital.
Como proposta para o setor, João afirmou que pretende recuperar as seis grandes emergências regionais de Pernambuco e ampliar atendimentos em unidades já existentes, em vez de anunciar novos hospitais sem garantia de conclusão.
O presidente do PSB também criticou a política de concessão da Compesa e cobrou investimentos com resultados concretos no abastecimento de água.
“Não adianta colocar R$ 2,5 bilhões na conta do Estado se a água não chega na casa das pessoas”, disse, citando dificuldades enfrentadas por municípios como Carpina e defendendo a ampliação de adutoras e estações de tratamento.
Na área da segurança pública, João Campos afirmou que Pernambuco estaria perdendo espaço para facções criminosas. Segundo ele, novos efetivos policiais estariam concentrados em bairros nobres do Recife, enquanto periferias e cidades do interior seguem desassistidas.
O socialista relembrou o programa Pacto pela Vida e afirmou que, naquele período, “facção não entrava em Pernambuco”. Ele também defendeu maior integração entre Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e Judiciário, além da criação de uma força-tarefa voltada ao combate de feminicídios.











