Por decreto, Milei autorizou na sexta-feira, 17, a entrada das forças americanas para a condução de exercícios militares em conjunto. Com o nome “Atlantic Dagger” (Adaga do Atlântico), a operação de exercício militar começa nesta terça-feira e vai até 12 de junho e a operação naval “PASSEX”, que acontecerá entre 26 a 30 de abril.
Em subserviência de Milei para com os americanos, ele passa por cima da constituição da Argentina que só permitiria a entrada de um exército estrangeiro em território argentino, com a aprovação parlamentar.
O decreto autorizado por Milei cita a suposta necessidade e urgência para a realização dos exercícios militares conjuntos. Seria uma tática para evitar qualquer oposição no congresso argentino.
Agora o decreto de Milei abre as portas para militares americanos e equipamentos adentrarem em território argentino e chega-se a projetar a participação de cerca de 400 militares americanos nos exercícios, tanto os encarregados à execução das atividades, assim como também os encarregados de dar apoio.
A operação “Atlantic Dagger” irá realizar exercícios em instalações militares pelo território argentino, como a Base Naval de Puerto Belgrano e na VII Brigada da Força Aérea Argentina, em Moreno, localizada na província de Buenos Aires.
Os americanos e os argentinos também estão finaliando os detalhes para os exercícios navais, o “PASSEX”, que terá a participação do porta-aviões USS Nimitz e do destróier USS Gridley, da marinha americana, que navegarão pela Zona Econômica Exclusiva Argentina durante cinco dias.
MILEI APOIA EUA E ISRAEL NA AGRESSÃO AO IRÃ
Milei foi para Israel para receber um Doutorado Honorário da Universidade Bar-Ilan, na segunda-feira, onde prontamente se prostrou em apoio à guerra que os americanos e israelenses perpetraram ao realizarem ataques sem provocação contra alvos em território iraniano a partir de 28 de fevereiro.
“Com certas culturas não poderemos viver juntos. Porque defendemos a vida e eles vão querer nos matar”, disse o presidente argentino.
A declaração de Milei contrasta com a realidade do desastre humanitário provocado por Trump que, somente no primeiro dia de guerra, as forças americanas assassinaram cerca de 165 civis, na maioria crianças, em um bombardeio contra uma escola para garotas em Minab.
Enquanto povo argentino come carne de burro pra sobreviver, Milei faz acordo de segurança com Israel: ainda em visita a Israel, Milei também assinou acordos de segurança, junto com o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que também é um fugitivo do Tribunal Penal Internacional por cometer diversos crimes de lesa-humanidade contra o povo palestino na Faixa de Gaza.
Enquanto os argentinos passam fome e incerteza econômica, pelo desastre que a política de arrocho de Javier Milei, para atender normas do FMI através do qual atola a Argentina ainda mais em uma dívida externa que já era impagável, Milei vai às compras de equipamentos militares, armamentos e aviões israelenses.
Se as coisas já não estavam ruins o suficiente para o povo argentino, um projeto de lei criado pelo governo de Milei irá fazer mais cortes ao financiamento para pessoas com deficiência, assim como a destruição do sistema de saúde argentino e de programas para a saúde de aposentados.











