Ao receber ministro do Exterior do Irã, China condena agressão de Trump

Ministros do Exterior do Irã e China no encontro em Pequim (Vídeo Al Jazeera)

Ao receber o minstro Abbas Araghchi, o chancler chinês, Wang Yi, destacou a necessidade de um acordo que ponha fim à agressão ao país asiático

“O estabelecimento de um cessar-fogo total no Oriente Médio é necessário e inevitável”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, na quarta-feira (6), durante uma reunião de alto nível em Pequim com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, que teve foco nas relações bilaterais e nos desenvolvimentos regionais, apenas uma semana antes da visita planejada de Donald Trump à China.

Nesse contexto, Wang enfatizou que o Oriente Médio está atualmente “passando por um ponto de virada decisivo” e, portanto, sublinhou a importância de “encontros diretos entre ambos os lados”.

A reunião, detalhada pela agência de notícias chinesa Xinhua, ocorre em meio a um frágil cessar-fogo em vigor desde o início de abril entre Teerã e Washington.

Esta é a primeira vez desde o início do conflito que o ministro das Relações Exteriores iraniano viaja à China, onde foram tratadas questões bilaterais, bem como assuntos regionais e internacionais. A agenda diplomática ganha particular relevância após as declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que afirmou que a ofensiva contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, “terminou”, dando lugar a uma fase “defensiva” para facilitar a navegação pelo Estreito de Ormuz. Afirmações que não são consideradas confiáveis não dó pelo Irã, como também pelos países vizinhos.

ATAQUES DOS EUA SÃO ILEGÍTIMOS

Após a reunião desta quarta-feira, o ministro Wang Yi, denunciou a guerra dos EUA e de Israel contra a República Islâmica como “ilegítima” e pediu um cessar-fogo total.

O embaixador da China na ONU, Fu Cong, alertou recentemente que, se o estreito permanecer fechado até a chegada de Trump, prevista para começar em 14 de maio, a questão “inevitavelmente estará no centro das negociações “. Fu Cong enfatizou que a prioridade imediata é “evitar uma escalada militar ainda maior e consolidar o cessar-fogo”, algo que Pequim defende desde o início do conflito, apelando para uma resolução através do diálogo.

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