O presidente Lula anunciou nesta quinta-feira (25) que a senadora Teresa Leitão (PT-PE) será a nova líder do governo no Senado em substituição ao senador Jaques Wagner (PT-BA).
“Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala 6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros”, escreveu o presidente nas redes sociais.
Teresa Leitão é senadora em primeiro mandato e presidente da Comissão de Educação e Cultura. Antes da sua eleição em 2022, ela foi deputada estadual de Pernambuco por cinco mandatos.
Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo no Senado, formalizada nesta quarta (24), após uma reunião com o presidente da República no Palácio da Alvorada. A conversa durou cerca de duas horas.
“Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”, escreveu Wagner nas redes sociais após o encontro com Lula.
“Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, continuou.
O senador foi alvo de busca e apreensão da 9ª fase da Compliance Zero, operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Segundo a Polícia Federal, Jaques Wagner é um “suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais”.
A PF apontou que o senador é ligado ao banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição financeira que também foi liquidada pelo Banco Central (BC).
De acordo com a investigação, o senador da Bahia teria recebido pagamentos e benefícios em troca de apoio por medidas no Congresso que ajudariam o Banco Master, como a chamada “Emenda Master”.
Apura-se também a compra de um apartamento de luxo em Salvador e repasses que somam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do parlamentar. Ele nega ter cometido irregularidades.











