Presidente da Irlanda está “muito orgulhosa da irmã” sequestrada e detida por Israel quando se dirigia a Gaza

A presidente da Irlanda, Catherine, e sua irmã Margaret (Composição)

Catherine Connolly sublinhou que, ao mesmo tempo, “está preocupada por Margaret” e pelos demais integrantes da Flotilha, todos detidos ilegalmente pelos sionistas em águas internacionais

A médica de clínica geral na cidade de Sligo, Margaret Connolly, irmã da presidente da Irlanda, Catherine Connolly, é uma das cidadãs do país sequestradas nesta segunda-feira (18) em águas marinhas internacionais pelas forças de Israel a bordo da Flotilha Global Sumud, quando levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Até o momento, o Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou serem 15 os irlandeses irregularmente detidos.

A presidente Connoly afirmou estar “muito orgulhosa da irmã, mas preocupada com ela”, acrescentando que é “bastante perturbador” que tenha sido detida de forma tão truculenta, manifestando sua apreensão com a conduta dos sionistas em relação ao conjunto dos integrantes da flotilha. “Estou muito preocupada com seus colegas a bordo”, apontou.

Da mesma forma, o primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, reiterou que “condena veementemente a interceptação de embarcações da flotilha em águas internacionais e a detenção dos ocupantes pelas forças militares israelenses”, exigindo “sua libertação imediata”. Em comunicado, Martin assinalou que o governo irlandês manifestou “a sua preocupação com o bem-estar dos detidos”. “Tais intercepções e detenções são totalmente inaceitáveis ​​e devem cessar”, enfatizou o primeiro-ministro, frisando que a Irlanda irá “discutir com os parceiros da União Europeia (UE) como podemos garantir a segurança e o bem-estar dos nossos cidadãos”.

A ministra das Relações Exteriores, Helen McEntee, ressaltou que a prioridade agora era “garantir que pudéssemos nos comunicar diretamente com as autoridades israelenses, ter plena visibilidade de onde as pessoas estão e garantir que sua segurança fosse primordial”. Helen disse “condenar veementemente essas ações” praticadas pelos sionistas. “Não poderia ser mais clara do que isso”, asseverou.

Para McEntee, infelizmente a UE não tem sido “suficientemente firme” à conduta do governo Netanyahu, sendo necessário “construir um consenso” entre os estados membros para responder de forma “coerente” a uma postura de ações tão irresponsáveis como a interceptação da flotilha.

Connolly conclamou as pessoas para que “usassem as suas vozes no mundo, neste mundo volátil, para dizer que normalizar a guerra nunca é aceitável, normalizar o massacre nunca é aceitável”.

Membros da comunidade irlandesa aplaudiram a presidente por ter se manifestado “especialmente orgulhosa de nossos soldados da paz, que continuam demonstrando tanta coragem e comprometimento, não importa onde estejam servindo, e particularmente no Líbano neste momento”. “É por isso que a Irlanda se manifesta diante da injustiça, é por isso que não ficaremos em silêncio quando o direito internacional for tratado com desrespeito por aqueles que têm o poder de simplesmente ignorá-lo, e assim o fazem. Sabemos o que acontece quando os poderosos não têm restrições. Nossa experiência compartilhada é a nossa própria força”, registrou.

A flotilha divulgou vídeos da irmã dela e de outras cinco pessoas, que parecem ter sido gravados antes da detenção delas. “Se você está assistindo a este vídeo, significa que fui sequestrada do meu barco na flotilha pelas forças de ocupação israelenses e agora estou sendo mantida ilegalmente em uma prisão israelense. Estou muito orgulhosa de participar desta flotilha, é a maior até hoje”, destacou Margaret.

“Milhares de pessoas em todo o mundo, cidadãos como você e eu, ofereceram seus serviços como voluntários para ajudar nesta flotilha. Esta é a maior operação até hoje, e agora navegamos para Gaza para abrir um caminho humanitário e levar ajuda e suprimentos médicos tão necessários ao povo de Gaza. Sinto-me totalmente compelida – como mãe, médica e como ser humano, a ajudar nesta flotilha. Peço a todos que apoiem o apelo pela libertação imediata dos meus camaradas presos”, defendeu.

Honrada, Margaret destacou que “a causa da Palestina é a bússola moral do nosso tempo, é o que nos torna humanos”. “A humanidade deles é a nossa humanidade”, concluiu.

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